Cooperativa de Catadores de Resíduos e Prestação de Serviços de São Leopoldo

Usina de reciclagem gera emprego a 130 pessoas


10/01/2006 - 08h53min

Cerca de 130 pessoas trabalham na usina de reciclagem de lixo localizada no bairro Campina, na Rua Estrada do Socorro. Elas integram a Cooperativa de Catadores de Resíduos e Prestação de Serviços de São Leopoldo, a Cooperesíduos. O local, mantido pela empresa SL Ambiental junto de um convênio com a Prefeitura, acaba disponibilizando ao grupo a oportunidade de renda com o material que a maioria dos moradores do Município joga fora.

A estrutura é fornecida pela SL Ambiental, que todo o dia leva o lixo produzido pelo Município para a triagem. Os funcionários se dividem em dois turnos e trabalham de segunda a sábado. De acordo com o vive-presidente da Cooperesíduos, Júlio Paulo Lima, cerca de nove toneladas são recicladas diariamente no local. Materiais como garrafas plásticas são vendidos por R$ 0,60 ao quilo. O papelão e as latinhas têm o valor de R$ 0,18 e R$ 2,50 ao quilo, respectivamente.

De acordo com a presidente da Cooperativa, Cátia Cristina Marques Quadros, dependendo da função, a renda mensal dos participantes podem chegar em até R$ 1 mil. O grupo iniciou as atividades no local em 2002, quando veio operar em São Leopoldo e agregou parte dos catadores que atuavam no aterro existente no local. “Nascemos do nada e hoje nossa atividade se resume à reciclagem. É maravilhoso para nós e nossa família. Foi o meio que encontramos para viver e deu certo”, comemora Cátia, que é casada e tem três filhos. Conforme a presidente, a renda mínima do trabalho corresponde a R$ 400,00. Em meses em que a renda é mais baixa, o valor é divido de forma igual. Atualmente, por exemplo, cada integrante recebe em média R$ 300,00 pelo trabalho.

SOCIAL - De acordo com o superintendente-regional da Vega e diretor do serviço de limpeza e tratamento de resíduos SL Ambiental, Carlos Alberto Alves de Almeida Junior, o retorno para a empresa pelo trabalho tem carácter social. “Demos todo o apoio para que eles montassem a cooperativa e é gratificante para empresa saber que além de promover a inclusão social, promovemos também a recuperação do aterro”, destaca.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Darci Zanini, planeja até o mês de abril incluir a Cooperesíduos no projeto de coleta seletiva do lixo, já realizado de forma experimental no bairro Rio Branco com associações Uniciclar e a Reciclagem Vitória. “Temos de conversar com e empresa e o grupo para ampliar o projeto, mas queremos ainda este ano agregá-los na segunda etapa do serviço de coleta, quando for estendido aos outros bairros da região. Vamos unir ao programa não apenas a Cooperesíduos, mas a cooperativa do Parque Imperatriz”, completa.



http://www.vivasaoleo.com.br/noticias/visualizar.asp?Cod=176

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